O LUTO DOS ANIMAIS / PESQUISA REALIZADA OBSERVANDO O COMPORTAMENTO DOS CHIPANZAi??S

Como os chimpanzAi??s lidam com a morte

30 de junho de 2013

EvidA?ncias indicam que esses animais apresentam comportamentos muito parecidos com os humanos em relaAi??A?o Ai?? perda de parentes e companheiros.

ChimpanzAi??s: a ciA?ncia ainda nA?o tem uma resposta para a relaAi??A?o desses animais com a morte, mas segundo pesquisadores, Ai?? "difAi??cil" nA?o ver uma semelhanAi??a com o comportamento humano (Hendrik Schimdt/Germany Out/AFP )

ChimpanzAi??s: a ciA?ncia ainda nA?o tem uma resposta para a relaAi??A?o desses animais com a morte, mas segundo pesquisadores, Ai?? ai???difAi??cilai??? nA?o ver uma semelhanAi??a com o comportamento humano (Hendrik Schimdt/Germany Out/AFP )

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira a decisA?o deAi??aposentar 310 chimpanzAi??sAi??que eram utilizados em estudos cientAi??ficos. Os animais serA?o levados para santuA?rios ao longo dos prA?ximos meses, restando apenas 50 chimpanzAi??s para uso em pesquisas, que nA?o poderA?o se reproduzir.

A decisA?o envolve questAi??es Ai??ticas, como todo o caso de uso de animais em pesquisas, que sA?o exacerbadas pela grande proximidade existente entre humanos e chimpanzAi??s. Os estudos mais recentes mostram que as espAi??cies tA?m mais de 98% do DNA em comum.

A carga genAi??tica em comum se manifesta de diversas formas: algumas caracterAi??sticas anatA?micas, o hA?bito de viver em sociedade, capacidade de usar ferramentas, de aprender com seus companheiros, entre outros fatores. Uma dessas semelhanAi??as, que ainda estA? em debate na comunidade cientAi??fica, pode reforAi??ar os argumentos contra o uso desses animais em pesquisas cientAi??ficas: estudos indicam que chimpanzAi??s tA?m consciA?ncia da morte. O assunto ganhou destaque em 2010, quando pesquisadores da Universidade de Stirling publicaram um artigo em que descrevem a morte da chimpanzAi?? Pansy, em 2008.

Conforto de familiares

Pansy tinha mais de 50 anos, idade avanAi??ada para um chimpanzAi??. Quando comeAi??ou a sentir dificuldades para respirar e deitou-se, estavam ao seu lado sua filha Rosie, jA? adulta, e sua melhor amiga, Blossom. Pansy e Blossom haviam chegado juntas ao parque zoolA?gico em que viviam (o Blair Drummond Safari and Adventure Park, na EscA?cia) trinta anos antes, e criado seus filhos juntas. Blossom ficou ao lado da amiga e segurou sua mA?o em seus momentos finais.

Quando os pesquisadores do zoolA?gico perceberam o que estava para acontecer, ligaram cA?meras no local e decidiram nA?o interferir. As imagens obtidas mostram os outros chimpanzAi??s ao lado de Pansy, acariciando-a e segurando sua mA?o. ApA?s sua morte, seus companheiros chacoalharam seus braAi??os e se aproximaram do rosto dela. Abriram sua boca e a inspecionaram, como se quisessem se certificar de que ela estava morta.

Alguns minutos depois, Chippy, filho de Blossom, que havia se aproximado do grupo, atinge o peito de Pansy com as duas mA?os em punho. Aos poucos eles se afastam, com exceAi??A?o de Rosie, que continua ao lado da mA?e por algumas horas. Os trA?s chimpanzAi??s tA?m uma noite inquieta, trocando de posiAi??A?o com muito mais frequA?ncia do que o normal. Na semana seguinte todos estavam mais silenciosos, comeram pouco e se recusaram a se aproximar do local onde Pansy havia morrido, que os cuidadores jA? haviam limpado.

O caso de Pansy foi uma das poucas mortes naturais de chimpanzAi??s observada por pesquisadores e contou com particularidades que permitiram seu estudo, como a colocaAi??A?o de cA?meras no local e a decisA?o de nA?o remover imediatamente o corpo de Pansy. O relato do ocorrido, escrito pelos pesquisadores, foi publicado no periA?dicoAi??Current Biology.

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Leyla Orilio

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